ardem-me os olhos e eu não estou a gostar nada. prefiro ficar pitosga do que usar óculos, embora saiba perfeitamente quais usaria. isto daqui a nada passa. sinto-me de férias e estamos em outubro. o teste de filosofia que me espere, que eu vou ser tão profunda que até sou capaz de perfurar o estômago. vou dormir de dedos cruzados para que tenha umas notas jeitosas para que a minha mãe me leve ao shopping, quero umas calças. se não for pedir muito, também quero camisolas quentinhas que isto assim não dá com nada. tenho saudades do verão e tenho saudades da praia, tenho saudades de estar morena e passar a vida de cabelo amarrado e com cara de ressacada. mas quero que seja natal para me sentir minimamente rica e dormir até ao meio dia -ou mais- durante 15 dias
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
apresento-vos o meu, ou o nosso, filho banana preta com cara de bebé. é incrível como agora se encontra de tudo no chão! para quê encontrar uma nota - não importa de quanto. dinheiro, é dinheiro- quando se pode encontrar uma banana podre com cara de bebé? se bem que uma notinha ou mais umas quantas me faziam jeito, mas agora arranjei um filho. e o amor de mãe que eu tinha para lhe dar, se não o tivesse deixado pendurado numa árvore. quem eu deixava pendurada numa árvore era a minha stora de inglês que mais parece que fala ucraniano. pelo menos o teste de filosofia de amanhã foi adiado, alguma coisa que me deixe feliz nesta minha pobre e miserável vidinha.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
odeio-te afta estúpida, vai-te embora sua badalhoca. odeio-te democracia ateniense, porquê que mesmo passado mil e mil e mil anos me continuas a assombrar? odeio-te crise porque não dás dinheiro à minha mãe para irmos às compras. agora odeio-me a mim por odiar e ainda estar aqui enfiada a dizer que odeio coisas.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
duas das minhas mais recentes aquisições.
ir às compras não vos faz felizes? o mundo fica tão mais bonito quando eu tenho alguma coisa nova no meu armário, ou na gaveta. é como se desse à luz um bebé, que é exactamente o que lhes chamo. pena é que passado uns meses, na maioria, torno-me uma mãe desnaturada e se alguém os quiser adoptar, eu entrego-os de boa fé. claro que depois há aquelas coisinhas mais lindas por quem eu nutro um amor interminável e que nem que me arranquem os cabelos eu os deixo. tenho a certeza que estes dois vão ser exemplos disso, e o sr. inverno que me espere com eles os dois vestidos. obviamente, não ao mesmo tempo.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
let us die young or let us live forever. don't have the power but we never say never. sitting in the sandpit life is a short trip, music's for the sad man.
será escusado eu vir para aqui dizer que a vida é linda. às vezes nem damos conta disso, mas o facto de ter-mos uma já é tão bom. há tanta gente que, outrora, quis viver e por qualquer razão não pode. às vezes perdemos demasiado tempo com coisas que nem valem o esforço e só nos apercebemos disso depois de já não haver nada a fazer. acho que vou fazer o que tenho a fazer e sei muito bem que depois me vou arrepender. e depois? está feito, não há volta a dar. vou fazer coisas das quais me vou arrepender e outras de que me vou orgulhar para sempre. vou fazer asneiras, vou chorar e vou fazer com que os outros chorem também. por isso, se agora fizer asneiras, azar. aposto que não vai ser a primeira e muito menos a ultima vez. afinal, estes vão ser os melhores anos da minha vida.
já agora, apresento-vos o meu novo cabelo. ou melhor, a falta dele.
sábado, 9 de outubro de 2010
porquê que o errado parece estar sempre tão certo? ontem bati com a cabeça na mesa, e isso hoje dói-me.
não é suposto a primavera ser a estação do ano em que as pessoas se começam todas a apaixonar? alguma coisa está mal. se calhar é do aquecimento global que para além de por uma cambada infinita de nuvens no céu durante pleno verão, e por o sol cheio de febre no inverno, também muda estas coisas. é uma teoria demasiado estúpida? ou talvez seja só eu que ao dar com a cabeça na mesa fiquei com os neurónios em coma e afinal estamos em maio. outubro é um bom mês, vocês não acham? mas acho que já tinha expressado a minha paixão assolapada por este mês. só que agora ainda mais assolapada está.
ps: eu gosto muito da catarina, ela é linda. <3
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
6 months later.
forever now.
o quê que eu estava a fazer há 6 meses atrás? eu sei onde estava, a fazer o quê é que nem por isso.
tenho saudades de lisboa. ou melhor, tenho saudades da ultima vez que lá estive. tenho saudades de ter dormido uma hora- mal e porcamente- naquele chão duro como sei lá o quê. tenho saudades de ter de ir à estação fazer xixi às 7h da manhã e até tenho saudades do homenzinho que não se calava. tenho saudades de pensar que ia morrer de calor e dos minutos que pareciam demorar mais do que horas a passar. dei voltas e voltas ao mesmo sítio e por incrível que pareça, não me cansei. o que é estranho porque tudo me cansa. por mim dormia naquele chão duro as vezes que fosse preciso para ser tão feliz como fui. corria o que corri, ou mais, e se tivesse que ser, até não me importava de ter sufocado mais um bocadinho durante três horas em pé. serei só eu a ficar num completo estado de sei lá o quê, quando vejo imagens de lisboa? não sei, mas a verdade é que fico. e não há um único dia em que não pense nisso, que vai valer sempre a pena.
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